PRINCÍPIOS
A SEREM CONTEMPLADOS NO CURRÍCULO
1) Proposta
Curricular
A educação de jovens e
adultos vem se atualizando diante novas condições culturais novos princípios pedagógicos.
As orientações para a alfabetização e pós-alfabetização de jovens e adultos,
cujo conteúdo corresponde às quatro primeiras séries do 1º grau. Elas não
constituem propriamente um currículo, muito menos um programa pronto para ser
executado. Trata-se de um subsídio para a formulação de currículos e planos de
ensino, que devem ser criados pelos educadores de acordo com as necessidades e
objetivos dos programas, a educação de jovens e adultos correspondente a esse
nível de ensino caracteriza-se não só pela diversidade do público que atende e
dos contextos em que se realiza, como pela variedade dos modelos de organização
dos programas, mais ou menos formais, mais ou menos amplo. A legislação
educacional brasileira é bastante aberta quanto à carga horária, à duração e
aos componentes curriculares desses cursos. Considerando positiva essa
flexibilidade, optou-se por uma proposta curricular deve ser uma contribuição
para educadores desenvolverem planos de ensino adequados aos seus contextos.
Introdução Educação de jovem e adulta posta curricular que avança no
detalhamento de conteúdos e objetivos educativos, mas que permite uma variedade
grande de combinações, realce, anulações, complementos e formas de
concretização.
2) Organização dos
Tempos e Espaços Recomendados.
Se
pensarmos que metade da população brasileira interrompeu o ensino básico, podemos
dizer que os espaços não são organizados a partir das necessidades distintos
para a aprendizagem dos jovens, adultos e idosos que retomam seus estudos.
São
comuns os alunos de a EJA expor seus trabalhos nas paredes, e, ao final da
aula, serem obrigados a retirá-los para deixar a sala “limpa” para os alunos
que terão aula no dia posterior, no período diurno. Outra questão é o
mobiliário, é comum encontrarmos adultos e idosos sentados em cadeirinhas de
crianças utilizadas na Educação Infantil, fato humilhante que dispensa maiores
comentários.
Além do espaço, é
indispensável um aperfeiçoamento sobre a organização do tempo. Os métodos
rígidos de 04 horas diárias são incompatíveis com a descontinuação da maioria
dos jovens e adultos analfabetos ou pouco escolarizados que procuram a escola.
É comum alunos que chegam alguns minutos atrasados na escola serem impedidos de
entrar na sala de aula. Em outros casos, após uma cansativa jornada de
trabalho, os alunos são obrigados a ficar na escola até o término das 04 horas
previstas pelo calendário. Estes são apenas alguns problemas relacionados ao
tempo.
O Calendário Escolar
organiza-se de forma semestral e deve ser elaborado em consonância com as
disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e da Resolução
CEED RS nº 313/2011, atendendo às determinações pedagógicas administrativas da
mantenedora, de acordo com o Regimento Escolar, o Projeto Político Pedagógico e
o Plano de Estudos, adequados à realidade regional e local. As alterações no
Calendário Escolar, determinadas e fundamentadas em motivos relevantes, devem
ser aprovadas pelo Conselho Escolar e comunicadas em tempo hábil à respectiva
Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para as providências cabíveis. O
Projeto Político Pedagógico será elaborado pela comunidade escolar, sob a
coordenação da equipe diretiva e do Conselho Escolar.
3)
Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingido.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que
nasceu da clara necessidade de oferecer uma melhor chance para pessoas que, por
qualquer motivo, não concluíram o ensino fundamental e/ou o médio na idade
apropriada.
Surge como uma ação de estímulo aos jovens e adultos, proporcionando seu
regresso à sala de aula.
Esta modalidade respeita às características desse
alunado, dando oportunidades educacionais adequadas em relação a seus
interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames próprios.
A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (lei n.
9.394/96) como a modalidade de ensino que “será destinada àqueles que não
tiveram acesso ou à continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na
idade própria.”.
A principal tarefa da Educação de Jovens e Adultos é fazer valer o
previsto no artigo 208 inciso I da Constituição Federal de 1988, que garante o
acesso e a permanência ao ensino fundamental a todos.
Tal política vem sendo incentivada pelo poder público, que abrangeu,
além do ensino fundamental, o ensino médio, adequando esta modalidade de ensino
às características dos jovens e adultos brasileiros.
4)
Procedimentos
Metodológicos Sugeridos
No Plano Nacional de
Educação em Direitos Humanos (PNEDH) de 2003 da Secretaria Especial de Direitos
Humanos: (…) a Educação Básica, como um primeiro momento do processo educativo
ao longo de toda a vida, é um direito social inalienável da pessoa humana e dos
grupos sócio-culturais (sic); Os jovens e adultos são listados especificamente
nas ações desse Plano como titulares da Educação Básica à qual têm direito ao
longo de toda a vida.
O ensino de Jovens e
Adultos no Brasil passa por todos os problemas vividos pela educação
brasileira. O governo brasileiro cria políticas educacionais para diminuir as
diferenças socioeconômicas que também são resultados de um longo processo da
formação, de um Estado cheio de paradoxos, onde uma pequena minoria, dita às
regras sobre a maioria excluída deste país. Segundo Paulo Freire "do ponto
de vista crítico e democrático como ficou mais ou menos claro nas análises
anteriores, o alfabetizando e não o analfabeto se insere num processo criador,
de que ele é também sujeito". (Freire, 1989, p. 89). Esta visão de mundo,
onde o conhecimento é o centro das atenções humanas é quem o detém o aluno, que
dita às verdades. A proposição Freireana nos remete a um repensar do fazer
pedagógico. Este processo onde o discurso docente, ou melhor, aquilo que o
professor vem fazendo nas salas de aulas de EJA em nossa realidade, tem
problemas crônicos, um deles é a formação acadêmica com muita deficiência
teórica e metodológica. A questão metodológica e teórica que se encaixe no
ensino para adultos, deve ser construída a partir das leituras teóricas ou
mesmo da construção das mesmas, por parte da comunidade escolar que vive esta
realidade. Estes problemas de encontrar o melhor método, o paradigma ideal está
sendo construído, na luta incessante pela busca de uma formação, que dê conta
de responder a estas aflições do sistema educacional. Há cada vez mais cursos,
oferecendo uma formação para os professores, que vão da especialidade ao
mestrado e doutorado. Este aspecto tem provocado uma corrida entre os docentes.
Não existe "o método", devemos é conhecer várias perspectivas e
praticá-las, desenvolver e discutir com a comunidade, fazer avaliação sobre
este processo, e assim construir conhecimento. O professor deve admitir que seu
conhecimento, é limitado e que seu papel é muito mais de levar o aluno a
refletir sobre as informações obtidas, do que simplesmente incorporá-las, tendo
como ponto de apoio, o conhecimento da realidade em que, encontram-se
inseridos. Tanto o docente como discente são responsáveis pela construção de
conhecimento do aluno. O professor precisa entender que, o processo de
aquisição do conhecimento é complexo e requer sensibilidade e “mais do que o
livro, o professor precisa ter leitura de mundo”.
5)
Materiais de
Ensino e de Aprendizagem
A Coleção Cadernos de EJA foi
elaborada para o ensino fundamental de jovens e adultos, da alfabetização até a
8ª série. Ela poderá também ser utilizada, integralmente ou em parte, em outras
situações de ensino, como nas experiências de educação não formal, apesar de
seu foco ser o ensino fundamental de jovens e adultos ofertado pelas escolas
públicas. A coleção segue as orientações curriculares do CNE, organizando os
componentes e conteúdos em torno de eixos temáticos e tem o trabalho como eixo
geral integrador desses temas.
Quanto ao currículo
deverá seguir a base curricular comum, inserindo inglês do Ciclo
II. A organização do Ensino Fundamental se dá por dois ciclos e
organizado em módulos.
- Ciclo I:
a) Módulo I - Alfabetização;
b) Módulo II - Básico;
- Ciclo II:
a) Módulo III – Complementar;b) Módulo IV – Final.
6) Avaliações:
A avaliação de desempenho do aluno é feita ao longo do semestre, de modo
contínuo e processual, buscando verificar as habilidades que adquiriu e/ou aperfeiçoou
durante esse período. A apuração do rendimento escolar leva em conta a
frequência mínima às aulas e os resultados nas avaliações.
Durante o processo são realizadas avaliações que indicarão o estágio em
que se encontra o aluno frente àquilo que foi ensinado, permitindo, assim,
correções de percurso quando necessário. Ao final do semestre letivo (ciclo),
serão realizadas as provas que indicarão se está apto a receber o certificado
daquele ciclo e se terá a promoção autorizada para o ciclo seguinte ou a
própria conclusão dos estudos, quando for o caso.
Ao término de cada ciclo será considerado promovido o aluno que obtiver:
A média mínima de 6,0 em cada disciplina curricular;
A média mínima de 6,0 em cada disciplina curricular;
Frequência igual ou superior a 75%, no conjunto das disciplinas
curriculares, e não inferior a 65%, em cada uma delas.
Caso o aluno não atenda ao especificado acima e for considerado retido,
será submetido ao Conselho de Classe que decidirá sobre a promoção ou
retenção.
“Avaliação contínua,
cumulativa, processual, priorizando aspectos qualitativos sobre os
quantitativos.” (Princípio Coletivo/ Eixo Avaliação)
7)
Exemplos
de Boas Práticas
O quadro atual da
educação brasileira aponta para a necessidade da Educação de Jovens e Adultos.
A exclusão escolar de parcelas mais vulneráveis da população, que não tiveram
acesso ao sistema educacional, numa época em que a escola pública estava
voltada para poucos, e a existência de jovens e adultos que, embora ingressando
na escola, acabou excluída por metodologias inadequadas a realidade social e
cultural do educando. Valorizar o trabalho como princípio educativo, a formação
integral do educando, as experiências adquiridas ao longo da vida e a
diversidade de gênero, de geração e de bagagem cultural a EJA trata o educando
como protagonista da aprendizagem. A Boa Pratica Pedagógicas apresentados neste
trabalho representam o esforço dos professores da EJA, articulado com as políticas
públicas colocadas executadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos
últimos quatro anos.
8)
Considerações
No ano de 2014 foi
ofertado aos estudantes com mais de 15 anos das escolas estaduais que funcionam
junto à Fundação de Atendimento Sócio-Educativo RS o direito à modalidade EJA
no Ensino Fundamental. Encerramos com a citação de Grande Sertão: Veredas, de
José Guimarães Rosa: “Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se
sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo”. Esta frase ilustra o
compromisso da gestão estadual com a efetivação da Educação de Jovens e Adultos
como construção e reconstrução de saberes para e na vida, contribuindo para a
formação integral dos seres humanos, fundamentados nos princípios da qualidade
social da educação.
De forma que diferentes
graus de aprimoramento em que um item do conteúdo pode ser discutido, os
objetivos didáticos podem orientar também decisões quanto à continuação do
ensino. Para as áreas de Língua Portuguesa e Matemática, há indicações mais
detalhadas quanto às formas mais adequadas de abordar cada bloco de conteúdo
nos estágios iniciais e nos estágios mais avançados das aprendizagens. Com
relação aos Estudos da Sociedade e da Natureza.
9)
Fontes
Consultadas
- http://www.eja-eby.com.br/index.php/projeto-pedagogico/avaliacao
- http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/eja-praticas-metodologias-pedagogicas-e-os-paradigmas-que-a-orientam/59389/
- http://ejabrasil.com.br/?page_id=98
- http://www.educacao.sp.gov.br/educacao-jovens-adultos
- http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Educacao/educ_jovens_adultos/legislacao_jovens_adultos_eja
- http://portal.mec.gov.br/expansao-da-rede-federal/194-secretarias-112877938/secad-educacao-continuada-223369541/13536-materiais-didaticos
- Portal AVA UNINOVE Organização escolar para atender as especificidades da EJA
1º VIDEO
Os desafios da Educação de Jovens e Adultos - 1º
Bloco
2 2º VIDEO
Os desafios da Educação de Jovens e
Adultos - 2º Bloco
3º VIDEO
EJA - Educação para jovens e
adultos | TVENDO E APRENDENDO
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