segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EJA - EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS

PRINCÍPIOS A SEREM CONTEMPLADOS NO CURRÍCULO


      1)  Proposta Curricular

A educação de jovens e adultos vem se atualizando diante novas condições culturais novos princípios pedagógicos. As orientações para a alfabetização e pós-alfabetização de jovens e adultos, cujo conteúdo corresponde às quatro primeiras séries do 1º grau. Elas não constituem propriamente um currículo, muito menos um programa pronto para ser executado. Trata-se de um subsídio para a formulação de currículos e planos de ensino, que devem ser criados pelos educadores de acordo com as necessidades e objetivos dos programas, a educação de jovens e adultos correspondente a esse nível de ensino caracteriza-se não só pela diversidade do público que atende e dos contextos em que se realiza, como pela variedade dos modelos de organização dos programas, mais ou menos formais, mais ou menos amplo. A legislação educacional brasileira é bastante aberta quanto à carga horária, à duração e aos componentes curriculares desses cursos. Considerando positiva essa flexibilidade, optou-se por uma proposta curricular deve ser uma contribuição para educadores desenvolverem planos de ensino adequados aos seus contextos. Introdução Educação de jovem e adulta posta curricular que avança no detalhamento de conteúdos e objetivos educativos, mas que permite uma variedade grande de combinações, realce, anulações, complementos e formas de concretização.


   2)  Organização dos Tempos e Espaços Recomendados.

Se pensarmos que metade da população brasileira interrompeu o ensino básico, podemos dizer que os espaços não são organizados a partir das necessidades distintos para a aprendizagem dos jovens, adultos e idosos que retomam seus estudos.

São comuns os alunos de a EJA expor seus trabalhos nas paredes, e, ao final da aula, serem obrigados a retirá-los para deixar a sala “limpa” para os alunos que terão aula no dia posterior, no período diurno. Outra questão é o mobiliário, é comum encontrarmos adultos e idosos sentados em cadeirinhas de crianças utilizadas na Educação Infantil, fato humilhante que dispensa maiores comentários.

Além do espaço, é indispensável um aperfeiçoamento sobre a organização do tempo. Os métodos rígidos de 04 horas diárias são incompatíveis com a descontinuação da maioria dos jovens e adultos analfabetos ou pouco escolarizados que procuram a escola. É comum alunos que chegam alguns minutos atrasados na escola serem impedidos de entrar na sala de aula.  Em outros casos, após uma cansativa jornada de trabalho, os alunos são obrigados a ficar na escola até o término das 04 horas previstas pelo calendário. Estes são apenas alguns problemas relacionados ao tempo.

O Calendário Escolar organiza-se de forma semestral e deve ser elaborado em consonância com as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e da Resolução CEED RS nº 313/2011, atendendo às determinações pedagógicas administrativas da mantenedora, de acordo com o Regimento Escolar, o Projeto Político Pedagógico e o Plano de Estudos, adequados à realidade regional e local. As alterações no Calendário Escolar, determinadas e fundamentadas em motivos relevantes, devem ser aprovadas pelo Conselho Escolar e comunicadas em tempo hábil à respectiva Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para as providências cabíveis. O Projeto Político Pedagógico será elaborado pela comunidade escolar, sob a coordenação da equipe diretiva e do Conselho Escolar. 

    3)      Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingido.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que nasceu da clara necessidade de oferecer uma melhor chance para pessoas que, por qualquer motivo, não concluíram o ensino fundamental e/ou o médio na idade apropriada.
Surge como uma ação de estímulo aos jovens e adultos, proporcionando seu regresso à sala de aula. 
Esta modalidade respeita às características desse alunado, dando oportunidades educacionais adequadas em relação a seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames próprios.
A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (lei n. 9.394/96) como a modalidade de ensino que “será destinada àqueles que não tiveram acesso ou à continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.”.
A principal tarefa da Educação de Jovens e Adultos é fazer valer o previsto no artigo 208 inciso I da Constituição Federal de 1988, que garante o acesso e a permanência ao ensino fundamental a todos.
Tal política vem sendo incentivada pelo poder público, que abrangeu, além do ensino fundamental, o ensino médio, adequando esta modalidade de ensino às características dos jovens e adultos brasileiros.
4)      Procedimentos Metodológicos Sugeridos

No Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) de 2003 da Secretaria Especial de Direitos Humanos: (…) a Educação Básica, como um primeiro momento do processo educativo ao longo de toda a vida, é um direito social inalienável da pessoa humana e dos grupos sócio-culturais (sic); Os jovens e adultos são listados especificamente nas ações desse Plano como titulares da Educação Básica à qual têm direito ao longo de toda a vida.


O ensino de Jovens e Adultos no Brasil passa por todos os problemas vividos pela educação brasileira. O governo brasileiro cria políticas educacionais para diminuir as diferenças socioeconômicas que também são resultados de um longo processo da formação, de um Estado cheio de paradoxos, onde uma pequena minoria, dita às regras sobre a maioria excluída deste país. Segundo Paulo Freire "do ponto de vista crítico e democrático como ficou mais ou menos claro nas análises anteriores, o alfabetizando e não o analfabeto se insere num processo criador, de que ele é também sujeito". (Freire, 1989, p. 89). Esta visão de mundo, onde o conhecimento é o centro das atenções humanas é quem o detém o aluno, que dita às verdades. A proposição Freireana nos remete a um repensar do fazer pedagógico. Este processo onde o discurso docente, ou melhor, aquilo que o professor vem fazendo nas salas de aulas de EJA em nossa realidade, tem problemas crônicos, um deles é a formação acadêmica com muita deficiência teórica e metodológica. A questão metodológica e teórica que se encaixe no ensino para adultos, deve ser construída a partir das leituras teóricas ou mesmo da construção das mesmas, por parte da comunidade escolar que vive esta realidade. Estes problemas de encontrar o melhor método, o paradigma ideal está sendo construído, na luta incessante pela busca de uma formação, que dê conta de responder a estas aflições do sistema educacional. Há cada vez mais cursos, oferecendo uma formação para os professores, que vão da especialidade ao mestrado e doutorado. Este aspecto tem provocado uma corrida entre os docentes. Não existe "o método", devemos é conhecer várias perspectivas e praticá-las, desenvolver e discutir com a comunidade, fazer avaliação sobre este processo, e assim construir conhecimento. O professor deve admitir que seu conhecimento, é limitado e que seu papel é muito mais de levar o aluno a refletir sobre as informações obtidas, do que simplesmente incorporá-las, tendo como ponto de apoio, o conhecimento da realidade em que, encontram-se inseridos. Tanto o docente como discente são responsáveis pela construção de conhecimento do aluno. O professor precisa entender que, o processo de aquisição do conhecimento é complexo e requer sensibilidade e “mais do que o livro, o professor precisa ter leitura de mundo”.

5)      Materiais de Ensino e de Aprendizagem

A Coleção Cadernos de EJA foi elaborada para o ensino fundamental de jovens e adultos, da alfabetização até a 8ª série. Ela poderá também ser utilizada, integralmente ou em parte, em outras situações de ensino, como nas experiências de educação não formal, apesar de seu foco ser o ensino fundamental de jovens e adultos ofertado pelas escolas públicas. A coleção segue as orientações curriculares do CNE, organizando os componentes e conteúdos em torno de eixos temáticos e tem o trabalho como eixo geral integrador desses temas.

Quanto ao currículo deverá seguir a base curricular comum, inserindo inglês do Ciclo II.  A organização do Ensino Fundamental se dá por dois ciclos e organizado em módulos.
  • Ciclo I:

a) Módulo I - Alfabetização;
b) Módulo II - Básico;
  • Ciclo II:

a) Módulo III – Complementar;b) Módulo IV – Final.

6)      Avaliações:

A avaliação de desempenho do aluno é feita ao longo do semestre, de modo contínuo e processual, buscando verificar as habilidades que adquiriu e/ou aperfeiçoou durante esse período. A apuração do rendimento escolar leva em conta a frequência mínima às aulas e os resultados nas avaliações.

Durante o processo são realizadas avaliações que indicarão o estágio em que se encontra o aluno frente àquilo que foi ensinado, permitindo, assim, correções de percurso quando necessário. Ao final do semestre letivo (ciclo), serão realizadas as provas que indicarão se está apto a receber o certificado daquele ciclo e se terá a promoção autorizada para o ciclo seguinte ou a própria conclusão dos estudos, quando for o caso.

Ao término de cada ciclo será considerado promovido o aluno que obtiver:
A média mínima de 6,0 em cada disciplina curricular;

Frequência igual ou superior a 75%, no conjunto das disciplinas curriculares, e não inferior a 65%, em cada uma delas.

Caso o aluno não atenda ao especificado acima e for considerado retido, será submetido ao Conselho de Classe que decidirá sobre a promoção ou retenção.

“Avaliação contínua, cumulativa, processual, priorizando aspectos qualitativos sobre os quantitativos.” (Princípio Coletivo/ Eixo Avaliação)

       
        7)      Exemplos de Boas Práticas


O quadro atual da educação brasileira aponta para a necessidade da Educação de Jovens e Adultos. A exclusão escolar de parcelas mais vulneráveis da população, que não tiveram acesso ao sistema educacional, numa época em que a escola pública estava voltada para poucos, e a existência de jovens e adultos que, embora ingressando na escola, acabou excluída por metodologias inadequadas a realidade social e cultural do educando. Valorizar o trabalho como princípio educativo, a formação integral do educando, as experiências adquiridas ao longo da vida e a diversidade de gênero, de geração e de bagagem cultural a EJA trata o educando como protagonista da aprendizagem. A Boa Pratica Pedagógicas apresentados neste trabalho representam o esforço dos professores da EJA, articulado com as políticas públicas colocadas executadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos últimos quatro anos.

         8)      Considerações


No ano de 2014 foi ofertado aos estudantes com mais de 15 anos das escolas estaduais que funcionam junto à Fundação de Atendimento Sócio-Educativo RS o direito à modalidade EJA no Ensino Fundamental. Encerramos com a citação de Grande Sertão: Veredas, de José Guimarães Rosa: “Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo”. Esta frase ilustra o compromisso da gestão estadual com a efetivação da Educação de Jovens e Adultos como construção e reconstrução de saberes para e na vida, contribuindo para a formação integral dos seres humanos, fundamentados nos princípios da qualidade social da educação.

De forma que diferentes graus de aprimoramento em que um item do conteúdo pode ser discutido, os objetivos didáticos podem orientar também decisões quanto à continuação do ensino. Para as áreas de Língua Portuguesa e Matemática, há indicações mais detalhadas quanto às formas mais adequadas de abordar cada bloco de conteúdo nos estágios iniciais e nos estágios mais avançados das aprendizagens. Com relação aos Estudos da Sociedade e da Natureza.


    Os desafios da Educação de Jovens e Adultos - 1º Bloco


2    2º VIDEO
      Os desafios da Educação de Jovens e Adultos - 2º Bloco


       3º VIDEO 
       EJA - Educação para jovens e adultos | TVENDO E APRENDENDO








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