EDUCAÇÃO INCLUSIVA
1)
Princípios a serem
contemplados no Currículo:
Os
critérios de inclusão são determinados por leis específicas que, como bem sabemos,
dependem do investimento humano para se materializarem em realidades
consolidadas. Assim, diretores por vezes se negam a receber matrículas
de alunos com deficiência, enquanto outros estabelecem condições para
receberem esses alunos, como mais recursos para obras e reparos na escola.
Tal medida demonstra o abismo existente entre critérios e ações, aprofundando
nossos desafios em termos de mudanças atitudinais e culturais. A recusa
de um diretor deverá ser investigada pela sua liderança imediata e estar absolutamente
respaldada por uma criteriosa avaliação pedagógica acerca das questões
que resultaram nessa atitude. O simples gesto de recusar pode resultar em
enquadramento legal, configurando discriminação. O Ministério Público, nesses
casos, poderá ser sempre procurado, uma vez que se trata do guardião dos
direitos constitucionais da sociedade e de cada cidadão. O problema, no entanto,
é que por vezes processos movidos pelas famílias levam anos para serem
concluídos o que prejudica sobremaneira a criança e gera insegurança e um
desgaste emocional preocupante à família. A despeito de toda essa polêmica,
as diretrizes do MEC indicam a inclusão dos alunos em escolas regulares.
2)
Organização dos
Tempos e Espaços Recomendados:
A
acessibilidade é um fator essencial no processo de inclusão educacional. O espaço e o ambiente
escolar têm a capacidade de proporcionar e aproximar a comunicação e a convivência
entre as pessoas. Sempre que se pergunta se
algum local é acessível, geralmente a resposta é positiva
baseada na existência de uma rampa, independente se está adequada ou não. A rampa
se tornou um símbolo de acessibilidade física, assim como o banheiro
adaptado. No entanto, a adequação dos espaços não se resume apenas a estes dois
elementos. Pode-se definir acessibilidade como conjunto de condições e
possibilidades de alcance a todas as pessoas, para a utilização com segurança e
autonomia de espaços e edificações, sejam eles públicos ou privados. O mobiliário e
os equipamentos devem proporcionar a maior autonomia, conforto e
independência possível a todos e dar a pessoa com deficiência, o direito de ir e vir a
todos os locais da escola, de se comunicar livremente e participar de todas as
atividades com o máximo de independência possível. Além da acessibilidade
arquitetônica, é necessário prover a acessibilidade na sinalização e
comunicação, e estimular acessibilidade atitudinal como forma de desenvolver uma
cultura de valores inclusivos na escola. Além disso, contar com as ajudas
técnicas que são produtos, instrumentos, equipamentos ou sistemas técnicos
usados por uma pessoa com deficiência, especialmente produzidos ou
disponíveis no mercado, que previne, compensa, atenua ou neutraliza uma incapacidade.
3)
Objetivos Gerais
da Aprendizagem, a serem atingidos:
A
Educação Inclusiva se configura na diversidade inerente à espécie humana, buscando
perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos,
em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover
a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica
coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na
estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e
nas relações família-escola.O ensino inclusivo não deve ser confundido com
educação especial embora o contemple. No Brasil, a Política Nacional de
Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, assegura acesso ao
ensino regular a alunos com deficiência diversificada como: mental, física,
surdos, cegos, etc. com transtornos globais do desenvolvimento e a alunos com
altas habilidades/superdotação, desde a educação infantil até à educação
superior. Nesse país, o ensino especial foi, na sua origem, um sistema separado
de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença
de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas
escolas regulares. Na perspectiva da Educação Inclusiva, outras racionalidades
estão surgindo sobre a aprendizagem. Fazendo uso da concepção Vygostskyana principalmente,
entende que a participação inclusiva dos alunos facilita o aprendizado para
todos. Este entendimento está baseado no conceito da Zona de Desenvolvimento
Proximal, ou seja, zona de conhecimento a ser conquistada, por meio da mediação
do outro, seja este o professor ou os próprios colegas.
4) Procedimentos Metodológicos Sugeridos:
A
Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (MEC-2008) e
a Resolução nº 04/09 determinam que o atendimento educacional especializado
deve ocorrer no turno inverso ao de frequência da sala regular. Essa
prerrogativa se dá pelo fato de que se deve garantir uma condição inclusiva na
rotina escolar, com o aluno estudando junto de seus colegas da sala regular. Se
o atendimento ocorrer no mesmo período de aula, esse aluno estará privado da
sua rotina do dia de aula, uma vez que será retirado da sala de aula para este atendimento,
interferindo no processo de aprendizagem do aluno que será excluído das
atividades. A frequência na sala de recursos multifuncionais não deverá ocorrer
todos os dias da semana, podendo ser organizado conforme a necessidade do
aluno, pois sua função não é de prover reforço escolar e sim de complementar ou
suplementar a formação do aluno por meio de estratégias que eliminem as
barreiras impostas pelas suas limitações decorrentes da deficiência, visando
sua plena participação na vida escolar e comunitária. No caso das Redes
Públicas de Educação, cabe aos gestores planejar a oferta de serviços do
Atendimento Educacional Especializado (AEE), observando a legislação vigente, e
levando em conta as suas características locais. Como qualquer outra criança,
cabe a família e a equipe escolar, de comum acordo, organizar uma agenda
produtiva para o aluno, que atenda suas necessidades para o seu pleno desenvolvimento.
5) Materiais de Ensino e Aprendizagem:
Algumas sugestões de
Materiais:
Deficiência Visual
|
Globo terrestre adaptado; Baralho
Braile; Dado de Espuma com Guizo.
|
Deficiência Auditiva
|
Pôster Alfabeto manual em LSB;
Coleção LSB Fundamental; Alarmes visuais.
|
Deficiência Física
|
Teclado adaptado; Mouse adaptado;
Ponteira para digitação e escrita.
|
6) Avaliação:
7)Exemplos de Boas Práticas:
O presente
artigo busca descrever uma prática relacionada com a educação especial na
perspectiva da educação inclusiva que ocorreu no ano letivo de 2010, na cidade
de Araraquara, na escola EE. Pedro José Neto. Na ocasião foi oferecido às
famílias dos alunos surdos, incluídos na rede regular, um curso de Libras
ministrado nos finais de semana, especificamente aos sábados, pelas professoras
especialistas das Salas de Recursos de Deficientes Auditivos, com parceria do
Programa Escola da Família. Tal curso teve como principais objetivos, orientar
e sensibilizar as famílias sobre a importância da Libras como meio efetivo de
comunicação e inclusão do surdo na sociedade, conscientizar os pais da
importância de se adquirir a língua de sinais para o efetivo aprendizado da
Língua Portuguesa, além de possibilitar o aprendizado da Libras para que o surdo
melhore suas condições de vida e desenvolva sua autoestima e, assim,
consequentemente facilitar o diálogo entre pais e filhos.
Já na E.E.
Professor Quintiliano José Strangulo Diretoria de Ensino Leste 4-São Paulo O
presente trabalho traz o relato de caso da experiência prática de alfabetização
de uma criança em fase inicial de escolarização, com diagnóstico de leucemia e
em tratamento no Ambulatório de Oncologia Pediátrica. O aluno, garoto de 6
anos, matriculado em escola, porém impossibilitado de frequentá-la em virtude
da doença, apresentou grande interesse nas atividades escolares. Para tal
aprendizado fez-se o uso de conceitos e repertórios diversificados para
mediação da realidade e do mundo social que estava inserido, possibilitando que
aluno aprendesse a ler e escrever com autonomia devido ao trabalho conjunto
entre escola-professora da classe hospitalar e família. Os resultados
evidenciaram que o trabalho desenvolvido pela classe hospitalar em conjunto com
a escola de origem do aluno materializa-se numa alfabetização voltada às peculiaridades
do aluno, reforçando que esse tipo de prática tem grande êxito no seio social.
8) Considerações
da Equipe sobre o Trabalho Realizado:
9) Referências:
- · http://www.institutoparadigma.org.br/
- · https://pt.wikipedia.org;
- · www.portalmec.gov.br;
- · http://deleste5.educacao.sp.gov.br
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