sábado, 17 de setembro de 2016

Educação Inclusiva

EDUCAÇÃO INCLUSIVA




1)     Princípios a serem contemplados no Currículo:
Os critérios de inclusão são determinados por leis específicas que, como bem sabemos, dependem do investimento humano para se materializarem em realidades consolidadas. Assim, diretores por vezes se negam a receber matrículas de alunos com deficiência, enquanto outros estabelecem condições para receberem esses alunos, como mais recursos para obras e reparos na escola. Tal medida demonstra o abismo existente entre critérios e ações, aprofundando nossos desafios em termos de mudanças atitudinais e culturais. A recusa de um diretor deverá ser investigada pela sua liderança imediata e estar absolutamente respaldada por uma criteriosa avaliação pedagógica acerca das questões que resultaram nessa atitude. O simples gesto de recusar pode resultar em enquadramento legal, configurando discriminação. O Ministério Público, nesses casos, poderá ser sempre procurado, uma vez que se trata do guardião dos direitos constitucionais da sociedade e de cada cidadão. O problema, no entanto, é que por vezes processos movidos pelas famílias levam anos para serem concluídos o que prejudica sobremaneira a criança e gera insegurança e um desgaste emocional preocupante à família. A despeito de toda essa polêmica, as diretrizes do MEC indicam a inclusão dos alunos em escolas regulares.

2)     Organização dos Tempos e Espaços Recomendados:
A acessibilidade é um fator essencial no processo de inclusão educacional. O espaço e o ambiente escolar têm a capacidade de proporcionar e aproximar a comunicação e a convivência entre as pessoas. Sempre que se pergunta se algum local é acessível, geralmente a resposta é positiva baseada na existência de uma rampa, independente se está adequada ou não. A rampa se tornou um símbolo de acessibilidade física, assim como o banheiro adaptado. No entanto, a adequação dos espaços não se resume apenas a estes dois elementos. Pode-se definir acessibilidade como conjunto de condições e possibilidades de alcance a todas as pessoas, para a utilização com segurança e autonomia de espaços e edificações, sejam eles públicos ou privados. O mobiliário e os equipamentos devem proporcionar a maior autonomia, conforto e independência possível a todos e dar a pessoa com deficiência, o direito de ir e vir a todos os locais da escola, de se comunicar livremente e participar de todas as atividades com o máximo de independência possível. Além da acessibilidade arquitetônica, é necessário prover a acessibilidade na sinalização e comunicação, e estimular acessibilidade atitudinal como forma de desenvolver uma cultura de valores inclusivos na escola. Além disso, contar com as ajudas técnicas que são produtos, instrumentos, equipamentos ou sistemas técnicos usados por uma pessoa com deficiência, especialmente produzidos ou disponíveis no mercado, que previne, compensa, atenua ou neutraliza uma incapacidade.

3)     Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingidos:
A Educação Inclusiva se configura na diversidade inerente à espécie humana, buscando perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola.O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial embora o contemple. No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, assegura acesso ao ensino regular a alunos com deficiência diversificada como: mental, física, surdos, cegos, etc. com transtornos globais do desenvolvimento e a alunos com altas habilidades/superdotação, desde a educação infantil até à educação superior. Nesse país, o ensino especial foi, na sua origem, um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Na perspectiva da Educação Inclusiva, outras racionalidades estão surgindo sobre a aprendizagem. Fazendo uso da concepção Vygostskyana principalmente, entende que a participação inclusiva dos alunos facilita o aprendizado para todos. Este entendimento está baseado no conceito da Zona de Desenvolvimento Proximal, ou seja, zona de conhecimento a ser conquistada, por meio da mediação do outro, seja este o professor ou os próprios colegas.     

4) Procedimentos Metodológicos Sugeridos:
A Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (MEC-2008) e a Resolução nº 04/09 determinam que o atendimento educacional especializado deve ocorrer no turno inverso ao de frequência da sala regular. Essa prerrogativa se dá pelo fato de que se deve garantir uma condição inclusiva na rotina escolar, com o aluno estudando junto de seus colegas da sala regular. Se o atendimento ocorrer no mesmo período de aula, esse aluno estará privado da sua rotina do dia de aula, uma vez que será retirado da sala de aula para este atendimento, interferindo no processo de aprendizagem do aluno que será excluído das atividades. A frequência na sala de recursos multifuncionais não deverá ocorrer todos os dias da semana, podendo ser organizado conforme a necessidade do aluno, pois sua função não é de prover reforço escolar e sim de complementar ou suplementar a formação do aluno por meio de estratégias que eliminem as barreiras impostas pelas suas limitações decorrentes da deficiência, visando sua plena participação na vida escolar e comunitária. No caso das Redes Públicas de Educação, cabe aos gestores planejar a oferta de serviços do Atendimento Educacional Especializado (AEE), observando a legislação vigente, e levando em conta as suas características locais. Como qualquer outra criança, cabe a família e a equipe escolar, de comum acordo, organizar uma agenda produtiva para o aluno, que atenda suas necessidades para o seu pleno desenvolvimento.

5)  Materiais de Ensino e Aprendizagem:
Algumas sugestões de Materiais:

Deficiência Visual
Globo terrestre adaptado; Baralho Braile; Dado de Espuma com Guizo.
Deficiência Auditiva
Pôster Alfabeto manual em LSB; Coleção LSB Fundamental; Alarmes visuais.
Deficiência Física
Teclado adaptado; Mouse adaptado; Ponteira para digitação e escrita.

6)     Avaliação:





7)Exemplos de Boas Práticas:
O presente artigo busca descrever uma prática relacionada com a educação especial na perspectiva da educação inclusiva que ocorreu no ano letivo de 2010, na cidade de Araraquara, na escola EE. Pedro José Neto. Na ocasião foi oferecido às famílias dos alunos surdos, incluídos na rede regular, um curso de Libras ministrado nos finais de semana, especificamente aos sábados, pelas professoras especialistas das Salas de Recursos de Deficientes Auditivos, com parceria do Programa Escola da Família. Tal curso teve como principais objetivos, orientar e sensibilizar as famílias sobre a importância da Libras como meio efetivo de comunicação e inclusão do surdo na sociedade, conscientizar os pais da importância de se adquirir a língua de sinais para o efetivo aprendizado da Língua Portuguesa, além de possibilitar o aprendizado da Libras para que o surdo melhore suas condições de vida e desenvolva sua autoestima e, assim, consequentemente facilitar o diálogo entre pais e filhos.
Já na E.E. Professor Quintiliano José Strangulo Diretoria de Ensino Leste 4-São Paulo O presente trabalho traz o relato de caso da experiência prática de alfabetização de uma criança em fase inicial de escolarização, com diagnóstico de leucemia e em tratamento no Ambulatório de Oncologia Pediátrica. O aluno, garoto de 6 anos, matriculado em escola, porém impossibilitado de frequentá-la em virtude da doença, apresentou grande interesse nas atividades escolares. Para tal aprendizado fez-se o uso de conceitos e repertórios diversificados para mediação da realidade e do mundo social que estava inserido, possibilitando que aluno aprendesse a ler e escrever com autonomia devido ao trabalho conjunto entre escola-professora da classe hospitalar e família. Os resultados evidenciaram que o trabalho desenvolvido pela classe hospitalar em conjunto com a escola de origem do aluno materializa-se numa alfabetização voltada às peculiaridades do aluno, reforçando que esse tipo de prática tem grande êxito no seio social.

8) Considerações da Equipe sobre o Trabalho Realizado:
9)  Referências:




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