quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Considerações do grupo

CONSIDERAÇÕES DO GRUPO


O presente trabalho tem como objetivo mostrar a importância dessas quatro modalidades de ensino, que fazem parte da educação brasileira. Educação Inclusiva, Organização Escolar não Seriada, Pedagogia da Alternância, e Educação de Jovens e Adultos.

  • Educação inclusiva  
A idéia é que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em escolas de ensino regular. O objetivo da inclusão demonstra uma evolução da cultura de nosso país. Apesar de o Brasil estar ainda em fase inicial a respeito de Educação Inclusiva, sabemos que o apoio do governo e seus investimentos são extremamente necessários. A Educação Inclusiva defende a idéia de que nenhuma criança deve ser separada das outras por apresentar alguma espécie de deficiência. Existe uma imensa dificuldade por parte das escolas em conseguirem integrar as crianças com necessidades especiais devido à necessidade de criar as condições adequadas, a inclusão significa acolher todas as pessoas independentemente de suas condições físicas e ou psicológicas. A Educação inclusiva tem como objetivo principal educar todas as crianças em um mesmo contexto. As diferenças devem começar a ser vistas como diversidades e não mais como problemas!

  • EJA 
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino de grande importância e nasceu da necessidade de oferecer às pessoas que por algum motivo não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos, na idade correta. Serve como estímulo para jovens e adultos, voltarem à sala de aula, é um campo bastante amplo de ensino que reconhece o direito a escolarização para todos independente da idade. Os alunos esperam do EJA muito mais que aprender a ler e escrever, eles pretendem continuar os estudos e utilizá-lo para a sua formação crítica e social, eles enxergam a escola como uma chance, uma oportunidade para um futuro melhor. Alfabetização de Jovens e Adultos, está sempre em foco entre docentes, governo e comunidade, pois a educação como um todo e principalmente a escolar é sinônimo de perspectiva de mudança de conscientização de formação crítica e ética.

  • A Pedagogia da Alternância 
A Pedagogia da Alternância é parte importante na efetivação de uma educação de qualidade porque trabalha, com o desenvolvimento de ações que contribuem para o desenvolvimento integral dos envolvidos interagindo-os de forma a se tornarem sujeitos do processo educacional, todos exercem seu importante papel na construção da qualidade da educação, os educadores têm a responsabilidade de discutir o que acontece no dia a dia da escola e procurar soluções para que haja uma interação entre a prática pedagógica e a realidade do estudante e desta forma adotar a Pedagogia da Alternância como uma prática de educação que promove o ensino, a aprendizagem e a vida.

  • Organização escolar não seriada 
Garantir que os ciclos de fato funcionem e as crianças e adolescentes tenham uma formação integral, com acesso ao conhecimento e vivência de espaços democráticos.


A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Elaboradoras

Somos estudantes de Pedagogia pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE EAD - Unidade Memorial.
Trabalho elaborado com a orientação da Profa. ADRIANA APARECIDA DE LIMA TERCARIOL

CAMILA PAMPONET DA SILVA
R.A: 1715200778

MIRIAN VIEIRA DE BARROS
1915200093 

PRISCILA SOARES DE OLIVEIRA
R.A:1915200006

ROSENEIDE BULHÕES DE SANTANA
R.A:1715200636

SANDRA MARA LOPES ORTEGA
R.A: 1715200541

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Organização escolar não seriada

ORGANIZAÇÃO ESCOLAR NÃO SERIADA



1)      Princípios a serem contemplados no Currículo

Dentre as práticas implantadas pela escola, a mais legitimamente ligada à sua razão de ser é, sem dúvida, a que denominamos desenvolvimento do currículo escolar. É por dentro dele que pulsam e se mostram as mais diversas potencialidades, em meio às reações manifestadas pelos alunos nos seus escritos, desenhos, jogos, brincadeiras, experimentos, estratégias de relacionamento entre si e com os educadores. Como uma forma diferente de pensar a escola, os Ciclos incitam a questões relacionadas não apenas à sua estruturação não seriada, mas principalmente à constituição das práticas pedagógicas do educador, do educando e de sua formação.

2)      Organização dos Tempos e Espaços Recomendados

O currículo escolar requer uma organização dos tempos/espaços em que a escola vai desenvolver os diferentes conhecimentos e valores que durante a construção do seu Projeto Político Pedagógico - PPP forem considerados necessários para a formação de seus alunos. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN (Lei n° 9394/1996) estabeleceu como incumbência da escola e de seus professores (Art. 12 e 13) a construção do PPP. É na construção do PPP que a comunidade escolar (Pais, Professores, Alunos, Funcionários) debate, discute e estabelece suas concepções de homem, de mundo, de sociedade, de conhecimento, de currículo, de avaliação e tantas outras, com o objetivo de criar referências e diretrizes próprias para as práticas que pretende implantar.

3)      Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingidos

A seriação, a educação é, muitas vezes, concebida como um processo de transmissão, recepção e avaliação dos saberes e habilidades dos alunos. Segundo Rodrigues (2001, p. 21), isso revela que o objetivo é a retenção de conteúdos, segundo uma metodologia que opta pela sua fragmentação em disciplinas estanques e não contextualizadas.

4)      Procedimentos Metodológicos Sugeridos

Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.

O Artigo 23 da LDB abre várias possibilidades de organização do tempo e do espaço escolar. Todas as escolas estão amparadas pela legislação para promover mudanças na organização dos seus tempos e espaços. Tais mudanças dependem da organização e articulação de toda comunidade escolar: pais, alunos, professores, gestores, funcionários e comunidade.

5)      Materiais de Ensino e de Aprendizagem

A lei deixa claro que pode haver uma “forma diversa de organização”. Portanto, “vale tudo”, desde que se atenda o interesse do processo de aprendizagem, ou seja, o objetivo a ser atingido é a aprendizagem, e é em função desse objetivo que se deve definir os meios, estratégias e formas de organização. Nesse caso, há uma clara prevalência do pedagógico sobre o administrativo.

O professor pode usar o método que quiser, nas suas aulas (art. 3°), e a escola pode ter a organização que julgar melhor, na educação básica (art. 23), desde que, tanto um como a outra levem à aprendizagem dos alunos.

6)      Avaliação

Na educação em ciclos, a primeira etapa do ensino fundamental é dividida em blocos pedagógicos: o primeiro ciclo (que corresponde aos três primeiros anos) e o segundo ciclo (que correspondem aos outros dois anos). Neste sistema, o aluno não repete porque a avaliação é contínua e ultrapassa o ano letivo. Na educação seriada, cada ano equivale a uma série e, portanto, o aluno que não dominou o conteúdo, fica retido e refaz o mesmo conteúdo no ano letivo seguinte.

7)     Exemplos de Boas Práticas

Em São Paulo, uma escola vem se destacando pela organização do Ensino Fundamental por ciclos. A Escola Municipal Desembargador Amorim Lima mudou seus espaços e tempos para garantir que os ciclos de fato funcionem e as crianças e adolescentes tenham uma formação integral, com acesso ao conhecimento e vivência de espaços democráticos.

A partir de reuniões do conselho escolar a escola criou uma comissão de pais e educadores para repensar a organização da escola em todos os sentidos. Das articulações do conselho, inspirados pela Escola da Ponte de Portugal, a escola decidiu arrancar quatro paredes para que dois extensos salões se formassem a partir de seis salas convencionais. No lugar das aulas expositivas, criaram oficinas sobre temas como português e matemática, sendo o resto do tempo ocupado com pesquisas, a partir de temas que os alunos escolhem em um roteiro de pesquisa recheado de assuntos.

Nos salões, os professores respondem às perguntas, à medida que são solicitados. Divididos em grupos, os alunos têm a oportunidade de desenvolver uma atitude coletiva. “O grupo existe para que todos percebam as responsabilidades que compartilham. Vejo muita gente dizendo que trabalha em grupo e ao mesmo tempo reclama que os membros da sua equipe não fazem nada ou contribuem pouco. Aprender a trabalhar em grupo é perceber que você também se responsabiliza por aquele que não faz nada, que você pode influenciá-lo”, comenta Ana. A autonomia de cada um é lapidada no encontro com os outros. Às quintas-feiras, os alunos dividem-se em grupos de dez para encontrar tutores responsáveis por acompanhar o ritmo do seu desenvolvimento. O papel dos professores-tutores é compartilhar leituras e referências relevantes, conversar sobre problemas e revitalizar a curiosidade dos seus pupilos. O tutor acompanha os alunos por anos seguidos, cultivando uma relação próxima. (GRAVATÁ, PIZA et al, 2013)

8)     Considerações da Equipe sobre o Trabalho Realizado

O que está em jogo na educação escolar é um confronto de lógicas. A lógica da seriação, em que o aluno aprende determinados conteúdos em cada série e a lógica dos ciclos de formação, uma nova concepção de escola para o Ensino Fundamental que propõe o agrupamento dos estudantes de acordo com as diferentes fases da formação: infância; pré-adolescência e adolescência. Desta forma elimina a lógica da seriação que corrobora para a exclusão, uma vez que os diferentes ritmos de aprendizagem não são levados em consideração.

9)     Fontes Consultadas





EJA - EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS

PRINCÍPIOS A SEREM CONTEMPLADOS NO CURRÍCULO


      1)  Proposta Curricular

A educação de jovens e adultos vem se atualizando diante novas condições culturais novos princípios pedagógicos. As orientações para a alfabetização e pós-alfabetização de jovens e adultos, cujo conteúdo corresponde às quatro primeiras séries do 1º grau. Elas não constituem propriamente um currículo, muito menos um programa pronto para ser executado. Trata-se de um subsídio para a formulação de currículos e planos de ensino, que devem ser criados pelos educadores de acordo com as necessidades e objetivos dos programas, a educação de jovens e adultos correspondente a esse nível de ensino caracteriza-se não só pela diversidade do público que atende e dos contextos em que se realiza, como pela variedade dos modelos de organização dos programas, mais ou menos formais, mais ou menos amplo. A legislação educacional brasileira é bastante aberta quanto à carga horária, à duração e aos componentes curriculares desses cursos. Considerando positiva essa flexibilidade, optou-se por uma proposta curricular deve ser uma contribuição para educadores desenvolverem planos de ensino adequados aos seus contextos. Introdução Educação de jovem e adulta posta curricular que avança no detalhamento de conteúdos e objetivos educativos, mas que permite uma variedade grande de combinações, realce, anulações, complementos e formas de concretização.


   2)  Organização dos Tempos e Espaços Recomendados.

Se pensarmos que metade da população brasileira interrompeu o ensino básico, podemos dizer que os espaços não são organizados a partir das necessidades distintos para a aprendizagem dos jovens, adultos e idosos que retomam seus estudos.

São comuns os alunos de a EJA expor seus trabalhos nas paredes, e, ao final da aula, serem obrigados a retirá-los para deixar a sala “limpa” para os alunos que terão aula no dia posterior, no período diurno. Outra questão é o mobiliário, é comum encontrarmos adultos e idosos sentados em cadeirinhas de crianças utilizadas na Educação Infantil, fato humilhante que dispensa maiores comentários.

Além do espaço, é indispensável um aperfeiçoamento sobre a organização do tempo. Os métodos rígidos de 04 horas diárias são incompatíveis com a descontinuação da maioria dos jovens e adultos analfabetos ou pouco escolarizados que procuram a escola. É comum alunos que chegam alguns minutos atrasados na escola serem impedidos de entrar na sala de aula.  Em outros casos, após uma cansativa jornada de trabalho, os alunos são obrigados a ficar na escola até o término das 04 horas previstas pelo calendário. Estes são apenas alguns problemas relacionados ao tempo.

O Calendário Escolar organiza-se de forma semestral e deve ser elaborado em consonância com as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e da Resolução CEED RS nº 313/2011, atendendo às determinações pedagógicas administrativas da mantenedora, de acordo com o Regimento Escolar, o Projeto Político Pedagógico e o Plano de Estudos, adequados à realidade regional e local. As alterações no Calendário Escolar, determinadas e fundamentadas em motivos relevantes, devem ser aprovadas pelo Conselho Escolar e comunicadas em tempo hábil à respectiva Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para as providências cabíveis. O Projeto Político Pedagógico será elaborado pela comunidade escolar, sob a coordenação da equipe diretiva e do Conselho Escolar. 

    3)      Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingido.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que nasceu da clara necessidade de oferecer uma melhor chance para pessoas que, por qualquer motivo, não concluíram o ensino fundamental e/ou o médio na idade apropriada.
Surge como uma ação de estímulo aos jovens e adultos, proporcionando seu regresso à sala de aula. 
Esta modalidade respeita às características desse alunado, dando oportunidades educacionais adequadas em relação a seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames próprios.
A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (lei n. 9.394/96) como a modalidade de ensino que “será destinada àqueles que não tiveram acesso ou à continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.”.
A principal tarefa da Educação de Jovens e Adultos é fazer valer o previsto no artigo 208 inciso I da Constituição Federal de 1988, que garante o acesso e a permanência ao ensino fundamental a todos.
Tal política vem sendo incentivada pelo poder público, que abrangeu, além do ensino fundamental, o ensino médio, adequando esta modalidade de ensino às características dos jovens e adultos brasileiros.
4)      Procedimentos Metodológicos Sugeridos

No Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) de 2003 da Secretaria Especial de Direitos Humanos: (…) a Educação Básica, como um primeiro momento do processo educativo ao longo de toda a vida, é um direito social inalienável da pessoa humana e dos grupos sócio-culturais (sic); Os jovens e adultos são listados especificamente nas ações desse Plano como titulares da Educação Básica à qual têm direito ao longo de toda a vida.


O ensino de Jovens e Adultos no Brasil passa por todos os problemas vividos pela educação brasileira. O governo brasileiro cria políticas educacionais para diminuir as diferenças socioeconômicas que também são resultados de um longo processo da formação, de um Estado cheio de paradoxos, onde uma pequena minoria, dita às regras sobre a maioria excluída deste país. Segundo Paulo Freire "do ponto de vista crítico e democrático como ficou mais ou menos claro nas análises anteriores, o alfabetizando e não o analfabeto se insere num processo criador, de que ele é também sujeito". (Freire, 1989, p. 89). Esta visão de mundo, onde o conhecimento é o centro das atenções humanas é quem o detém o aluno, que dita às verdades. A proposição Freireana nos remete a um repensar do fazer pedagógico. Este processo onde o discurso docente, ou melhor, aquilo que o professor vem fazendo nas salas de aulas de EJA em nossa realidade, tem problemas crônicos, um deles é a formação acadêmica com muita deficiência teórica e metodológica. A questão metodológica e teórica que se encaixe no ensino para adultos, deve ser construída a partir das leituras teóricas ou mesmo da construção das mesmas, por parte da comunidade escolar que vive esta realidade. Estes problemas de encontrar o melhor método, o paradigma ideal está sendo construído, na luta incessante pela busca de uma formação, que dê conta de responder a estas aflições do sistema educacional. Há cada vez mais cursos, oferecendo uma formação para os professores, que vão da especialidade ao mestrado e doutorado. Este aspecto tem provocado uma corrida entre os docentes. Não existe "o método", devemos é conhecer várias perspectivas e praticá-las, desenvolver e discutir com a comunidade, fazer avaliação sobre este processo, e assim construir conhecimento. O professor deve admitir que seu conhecimento, é limitado e que seu papel é muito mais de levar o aluno a refletir sobre as informações obtidas, do que simplesmente incorporá-las, tendo como ponto de apoio, o conhecimento da realidade em que, encontram-se inseridos. Tanto o docente como discente são responsáveis pela construção de conhecimento do aluno. O professor precisa entender que, o processo de aquisição do conhecimento é complexo e requer sensibilidade e “mais do que o livro, o professor precisa ter leitura de mundo”.

5)      Materiais de Ensino e de Aprendizagem

A Coleção Cadernos de EJA foi elaborada para o ensino fundamental de jovens e adultos, da alfabetização até a 8ª série. Ela poderá também ser utilizada, integralmente ou em parte, em outras situações de ensino, como nas experiências de educação não formal, apesar de seu foco ser o ensino fundamental de jovens e adultos ofertado pelas escolas públicas. A coleção segue as orientações curriculares do CNE, organizando os componentes e conteúdos em torno de eixos temáticos e tem o trabalho como eixo geral integrador desses temas.

Quanto ao currículo deverá seguir a base curricular comum, inserindo inglês do Ciclo II.  A organização do Ensino Fundamental se dá por dois ciclos e organizado em módulos.
  • Ciclo I:

a) Módulo I - Alfabetização;
b) Módulo II - Básico;
  • Ciclo II:

a) Módulo III – Complementar;b) Módulo IV – Final.

6)      Avaliações:

A avaliação de desempenho do aluno é feita ao longo do semestre, de modo contínuo e processual, buscando verificar as habilidades que adquiriu e/ou aperfeiçoou durante esse período. A apuração do rendimento escolar leva em conta a frequência mínima às aulas e os resultados nas avaliações.

Durante o processo são realizadas avaliações que indicarão o estágio em que se encontra o aluno frente àquilo que foi ensinado, permitindo, assim, correções de percurso quando necessário. Ao final do semestre letivo (ciclo), serão realizadas as provas que indicarão se está apto a receber o certificado daquele ciclo e se terá a promoção autorizada para o ciclo seguinte ou a própria conclusão dos estudos, quando for o caso.

Ao término de cada ciclo será considerado promovido o aluno que obtiver:
A média mínima de 6,0 em cada disciplina curricular;

Frequência igual ou superior a 75%, no conjunto das disciplinas curriculares, e não inferior a 65%, em cada uma delas.

Caso o aluno não atenda ao especificado acima e for considerado retido, será submetido ao Conselho de Classe que decidirá sobre a promoção ou retenção.

“Avaliação contínua, cumulativa, processual, priorizando aspectos qualitativos sobre os quantitativos.” (Princípio Coletivo/ Eixo Avaliação)

       
        7)      Exemplos de Boas Práticas


O quadro atual da educação brasileira aponta para a necessidade da Educação de Jovens e Adultos. A exclusão escolar de parcelas mais vulneráveis da população, que não tiveram acesso ao sistema educacional, numa época em que a escola pública estava voltada para poucos, e a existência de jovens e adultos que, embora ingressando na escola, acabou excluída por metodologias inadequadas a realidade social e cultural do educando. Valorizar o trabalho como princípio educativo, a formação integral do educando, as experiências adquiridas ao longo da vida e a diversidade de gênero, de geração e de bagagem cultural a EJA trata o educando como protagonista da aprendizagem. A Boa Pratica Pedagógicas apresentados neste trabalho representam o esforço dos professores da EJA, articulado com as políticas públicas colocadas executadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos últimos quatro anos.

         8)      Considerações


No ano de 2014 foi ofertado aos estudantes com mais de 15 anos das escolas estaduais que funcionam junto à Fundação de Atendimento Sócio-Educativo RS o direito à modalidade EJA no Ensino Fundamental. Encerramos com a citação de Grande Sertão: Veredas, de José Guimarães Rosa: “Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo”. Esta frase ilustra o compromisso da gestão estadual com a efetivação da Educação de Jovens e Adultos como construção e reconstrução de saberes para e na vida, contribuindo para a formação integral dos seres humanos, fundamentados nos princípios da qualidade social da educação.

De forma que diferentes graus de aprimoramento em que um item do conteúdo pode ser discutido, os objetivos didáticos podem orientar também decisões quanto à continuação do ensino. Para as áreas de Língua Portuguesa e Matemática, há indicações mais detalhadas quanto às formas mais adequadas de abordar cada bloco de conteúdo nos estágios iniciais e nos estágios mais avançados das aprendizagens. Com relação aos Estudos da Sociedade e da Natureza.


    Os desafios da Educação de Jovens e Adultos - 1º Bloco


2    2º VIDEO
      Os desafios da Educação de Jovens e Adultos - 2º Bloco


       3º VIDEO 
       EJA - Educação para jovens e adultos | TVENDO E APRENDENDO








sábado, 17 de setembro de 2016

Pedagogia da Alternância

PEDAGOGIA DE ALTERNÂNCIA


1)     Princípios a serem contemplados no Currículo:

O presente trabalho apresenta uma discussão acerca da Pedagogia da Alternância e sua prática a favor da qualidade da educação nas escolas do campo. Essa discussão se volta para as práticas pedagógicas atuais e o modelo de educação que se encontra nestas escolas. O campo precisa de uma escola que desenvolva desde cedo nas crianças e nos jovens o senso de participação e de crítica, já que a realidade continua cada vez mais injusta e discriminatória. Mas como ter a escola contribuindo para o desenvolvimento do senso crítico se na prática as aulas reproduzem o medo, a insegurança e perda da identidade cultural dos alunos? Este trabalho apresenta também o que a escola tem feito na construção da identidade crítica dos alunos; sobre a avaliação que é aplicada nos espaços escolares sua contribuição para a qualidade da educação e sua missão enquanto formadora dos cidadãos do campo. Apresenta ainda a necessidade da discussão sobre a Pedagogia da Alternância enquanto uma prática de interação e de significações, que é realmente praticada e não apenas modelo de mais uma proposta de participação dos envolvidos e da importância de se tornar política para as escolas do campo.


       2) Organização dos Tempos e Espaços Recomendados:

Os conceitos de espaço e de tempo são construções sociais e históricas da atividade humana. A ideia que se tem hoje sobre essas categorias na organização curricular, a nosso ver, constitui parte das mediações produzidas nos movimentos de construção histórica da própria modernidade e absorvidos na escola como cultura. A ideia sobre a qual se assenta a percepção atual dessas categorias tem a ver com o conceito mais amplo de tempo e de espaço vigente no paradigma da modernidade.

As transformações sociais vivenciadas pela Europa, sobretudo a partir do século XV, identificadas com o movimento renascentista nos campos da cultura, da política e da ciência e com o fortalecimento da classe burguesa no sistema capitalista repercutiram significativamente sobre as formas de organização das instituições, em geral, e da educação, em particular. Essa espécie de revisão ou reforma do pensamento alterou significativamente aspectos da tradição teológico-idealista e retórico-literária da Idade Média, implicando sobre os modos de organização da sociedade, das instituições e dos indivíduos. Como expressa Macedo (2006), o espaço-tempo do currículo traz, sem dúvida, marcas de uma homogeneidade ditada tanto pela cultura do Iluminismo quanto por uma cultura de mercado, características do pensamento moderno.

Refletindo sobre essa perspectiva, o professor Pedro Goergen (2005) destaca que uma das importantes heranças do início da modernidade para o mundo ocidental foi a ideia de que a mesma lógica que explica os tempos e os espaços da natureza pode explicar os tempos e os espaços do homem. Ou seja, a modernidade pretendeu fazer do tempo e do espaço natural o tempo e o espaço humano. Por essa lógica, obviamente sustentada numa concepção mecanicista de mundo, tempo e espaço passam a ser entendidos como categorias racionalizáveis, que se movem em perspectivas lineares e, por isso, passíveis de algum controle.

         3)     Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingidos:

Este trabalho tem como objetivo problematizar sobre o processo de aprendizagem dos estudantes em alternância na metodologia da Pedagogia da Alternância aplicada na rede dos Centros Familiares de Formação em Alternância – CEFFAs. Parte-se da concepção de estudante como sujeito do campo caracterizado também como sujeito alternante em razão do pertencimento e envolvimento deste no contexto do campo e no movimento metodológico alternado da Pedagogia da Alternância. Caminhamos pelas trilhas conceituais da Educação do Campo compreendendo-a como possibilidade de valorização do campo sendo este um espaço de vivências e relações específicas para a formação do estudante. A metodologia da pesquisa baseia-se na pesquisa-ação de René Barbier, no conceito do „pesquisador coletivo‟ segundo uma visão sistêmica. Coaduna-se com o entendimento da aprendizagem como um processo auto-eco-organizativo, segundo Edgar Morin, numa abordagem complexa a qual o sujeito alternante está implicado numa perspectiva do devir, concebendo o aprender como perturbar-se no viver no mundo com as nossas razões e emoções entrelaçadas.

           4) Procedimentos Metodológicos Sugeridos:

Este artigo é parte de estudos e análise realizada a partir das práticas das ações pedagógicas das EFAs do Estado de Goiás, localizadas nos municípios de Goiás, Orizona e Uirapuru. Neste sentido, constatou-se a necessidade de pesquisas e estudos teóricos dos procedimentos metodológicos da Pedagogia da Alternância para compreender a sua dinâmica e os desafios da proposta educativa de investir na formação pedagógica para os professores/monitores e a necessidade de fortalecer a Educação Profissional. O estudo teve como metodologia a pesquisa de campo, entrevista dirigida com professores, alunos e famílias camponesas e leituras referentes à temática em questão. A Pedagogia da Alternância no Brasil, apesar da sua relevância, é pouco estudada. Carece de pesquisas que possam ajudar a compreender do ponto de vista teórico, a construção e o desenvolvimento metodológico e pedagógico, desse projeto educativo no ensino escolar, seja no ensino médio ou na Educação Profissional (Técnico em Agropecuária). Essa problemática surge da necessidade de desenvolver estudos aprofundados devido às dificuldades que as escolas que trabalham a alternância vêm enfrentando na operacionalidade dos instrumentos pedagógicos e no processo de ensino aprendizagem. Necessita-se de uma sistematização de todo o processo metodológico para ajudar na formação e na prática docente dos formadores da educação na alternância a realizarem-se o acompanhamento e a orientação aos adolescentes, jovens e às famílias camponesas.

            5) Materiais de Ensino e de Aprendizagem:

A análise dos resultados revelou que a Pedagogia da Alternância começou a tomar forma em 1935 a partir dos agricultores franceses, já a experiência brasileira com a Pedagogia da Alternância começou em 1969 no estado do Espírito Santo, onde foram construídas as três primeiras Escolas Famílias Agrícolas. Não obstante, decorridos mais de 40 anos de sua implantação no país, essa proposta pedagógica ainda é discutida com pouca ênfase em nosso meio acadêmico. A Pedagogia do Movimento ao decidir pela seleção, forma de organização e distribuição dos conhecimentos com as comunidades definindo sua própria caminhada de opção teórico-metodológica transformadora, envolvendo suas discussões nas opções de concepção de homem, de sociedade e de educação, faz uma opção política, compreendida como possível e necessária de se materializar na seleção do que e como ensinar, pela comunidade e pela escola, como forma de contribuir na transformação de uma realidade social, a partir da práxis dialógica. Já as concepções que fundamentam a aprendizagem ativa estão centradas no aluno e no professor privilegiando a avaliação continua e no processo; a recuperação paralela; a promoção flexível e a periodicidade de cursos de formação para professores e pedagogos, contudo, esta metodologia também traz inúmeros equívocos, visto que as escolas do campo necessitam, além de mudanças metodológicas, mudanças estruturais.

             6) Avaliação:

Avaliação na Pedagogia da Alternância , com o objetivo de entender as dimensões avaliativas adotadas no Saberes da Terra, a fim de compreendê-las como importante instrumento de apreciação da qualidade e eficiência do ensino e aprendizagem, resultando em uma transformação social na vida dos sujeitos. Por meio da pesquisa de campo, foram aplicadas entrevistas semi-estruturadas a alunos egressos e, atuais do Programa. Os resultados obtidos foram analisados de forma qualitativa, a partir das experiências vividas no programa e 1 Artigo apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Especialização em Educação do Campo, Agricultura Familiar e Sustentabilidade na Amazônia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Abaetetuba. 2 com auxílio de estudos de diversos autores da Educação e Movimentos Sociais. Com isso, percebeu-se a importância de uma prática avaliativa diferenciada para a Educação do Campo, que atenda às necessidades e especificidades dos sujeitos do campo, promovendo a formação de cidadãos participativos, críticos e capazes de transformar sua própria realidade.

Podemos perceber que a vivência representa uma aprendizagem contínua, assim necessitamos de instrumentos adequados que nos permitam avaliar o desenvolvimento do aluno, nas novas atitudes, suas relações práticas no momento em que passa no meio familiar e no meio escolar, nos permitindo apreender seu nível de capacidade de expressão, aquisição de novas conhecimentos, a nível intelectual e de aplicação prática. 

O ator principal desse processo é o próprio aluno, os agentes auxiliares são os pais e monitores, que devem colaborar com os métodos de avaliação, tendo em vista que seu objetivo é averiguar em que o aluno necessita ser ajudado para melhorar seu desenvolvimento e também para que a família e monitores percebam se precisam melhorar suas técnicas de orientação.

Para tal procedimento será necessário criar critérios e técnicas para medir o nível de desenvolvimento através do processo de avaliação. O processo de avaliação nos remeterá a valores expressos em conceitos e consequentemente ao preenchimento de fichas de cada aluno, diários por matérias e por séries/ciclos.

As atividades para avaliar essas atitudes práticas do cotidiano, comportamento e habilidades, devem ter seu tempo específico. O desenvolvimento em termos de novos conhecimentos teóricos - conteúdos das disciplinas - deverão ser avaliados simultaneamente ao estudo dos mesmos não podemos deixar de considerar como parte indispensável no processo de avaliação a relação entre o perfil do aluno por série e o diagnóstico da série por aluno (Comissão de formação), isso porque, sendo a Pedagogia da Alternância uma pedagogia educacional personalizada, em cada período, cada aluno tem realidades, condições e culturas diferenciadas, as avaliações não podem ser um processo massificador.

              7) Exemplos de Boas Táticas:

A Pedagogia da Alternância consiste numa metodologia de organização do ensino escolar que conjuga diferentes experiências formativas distribuídas ao longo de tempos e espaços distintos, tendo como finalidade uma formação profissional. Esse método começou a tomar forma em 1935 a partir das insatisfações de um pequeno grupo de agricultores franceses com o sistema educacional de seu país, o qual não atendia, a seu ver, as especificidades da Educação para o meio rural. A experiência brasileira com a Pedagogia da Alternância começou em 1969 no estado do Espírito Santo, onde foram construídas as três primeiras Escolas Famílias Agrícolas. Não obstante, decorridos 40 anos de sua implantação no país, essa proposta pedagógica ainda é discutida com pouca ênfase em nosso meio acadêmico. Em projeto de pesquisa que vimos desenvolvendo, realizamos um levantamento das dissertações de mestrado e teses de doutorado brasileiras sobre Pedagogia da Alternância defendidas entre 1969 e 2006. O objetivo deste artigo é mapear e discutir essa produção, visando estabelecer um primeiro esboço do "estado da arte" nesse campo de investigação. A revisão inclui 46 trabalhos, sendo 7 teses e 39 dissertações. Neste texto, apresentamos as temáticas de estudo mais recorrentes, a distribuição regional dessa produção e o que consideramos como consensos e limites nesses trabalhos.

               8) Considerações da Equipe sobre o Trabalho Realizado: 


O presente artigo vem indicar alguns elementos que constituem a organização do trabalho pedagógico específica das escolas e da educação do campo. Para realizar tal propósito, inicialmente, faz-se uma discussão sobre a especificidade da educação do campo e, ao se afirmar tal premissa, evidencia-se também o processo de construção dessa educação do campo até sua inserção nos documentos legais da área educacional. Distingue-se a consolidação dessa modalidade educativa, mostrando que a mesma está vinculada aos interessados diretos, ou seja, os sujeitos do campo. Após tais considerações, o texto se encaminha para questões inerentes à organização das unidades escolares, buscando evidenciar elementos que dão sustentação para a implantação operacional da educação do campo. Vale salientar que não é somente a adoção de algumas práticas educativas que garantem a consolidação da educação do campo. Ela é perpassada pela identidade camponesa, por um projeto de sociedade e por um rol de práticas coletivas. Conclusivamente, é necessário destacar que, seja como atividade meio ou como atividade fim, a educação do campo é uma categoria que se destaca em sua particularidade justamente por possuir um projeto contra-hegemônico e popular, sustentado pelos sujeitos sociais que a constitui.

               9) Referências:

Educação Inclusiva

EDUCAÇÃO INCLUSIVA




1)     Princípios a serem contemplados no Currículo:
Os critérios de inclusão são determinados por leis específicas que, como bem sabemos, dependem do investimento humano para se materializarem em realidades consolidadas. Assim, diretores por vezes se negam a receber matrículas de alunos com deficiência, enquanto outros estabelecem condições para receberem esses alunos, como mais recursos para obras e reparos na escola. Tal medida demonstra o abismo existente entre critérios e ações, aprofundando nossos desafios em termos de mudanças atitudinais e culturais. A recusa de um diretor deverá ser investigada pela sua liderança imediata e estar absolutamente respaldada por uma criteriosa avaliação pedagógica acerca das questões que resultaram nessa atitude. O simples gesto de recusar pode resultar em enquadramento legal, configurando discriminação. O Ministério Público, nesses casos, poderá ser sempre procurado, uma vez que se trata do guardião dos direitos constitucionais da sociedade e de cada cidadão. O problema, no entanto, é que por vezes processos movidos pelas famílias levam anos para serem concluídos o que prejudica sobremaneira a criança e gera insegurança e um desgaste emocional preocupante à família. A despeito de toda essa polêmica, as diretrizes do MEC indicam a inclusão dos alunos em escolas regulares.

2)     Organização dos Tempos e Espaços Recomendados:
A acessibilidade é um fator essencial no processo de inclusão educacional. O espaço e o ambiente escolar têm a capacidade de proporcionar e aproximar a comunicação e a convivência entre as pessoas. Sempre que se pergunta se algum local é acessível, geralmente a resposta é positiva baseada na existência de uma rampa, independente se está adequada ou não. A rampa se tornou um símbolo de acessibilidade física, assim como o banheiro adaptado. No entanto, a adequação dos espaços não se resume apenas a estes dois elementos. Pode-se definir acessibilidade como conjunto de condições e possibilidades de alcance a todas as pessoas, para a utilização com segurança e autonomia de espaços e edificações, sejam eles públicos ou privados. O mobiliário e os equipamentos devem proporcionar a maior autonomia, conforto e independência possível a todos e dar a pessoa com deficiência, o direito de ir e vir a todos os locais da escola, de se comunicar livremente e participar de todas as atividades com o máximo de independência possível. Além da acessibilidade arquitetônica, é necessário prover a acessibilidade na sinalização e comunicação, e estimular acessibilidade atitudinal como forma de desenvolver uma cultura de valores inclusivos na escola. Além disso, contar com as ajudas técnicas que são produtos, instrumentos, equipamentos ou sistemas técnicos usados por uma pessoa com deficiência, especialmente produzidos ou disponíveis no mercado, que previne, compensa, atenua ou neutraliza uma incapacidade.

3)     Objetivos Gerais da Aprendizagem, a serem atingidos:
A Educação Inclusiva se configura na diversidade inerente à espécie humana, buscando perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola.O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial embora o contemple. No Brasil, a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, assegura acesso ao ensino regular a alunos com deficiência diversificada como: mental, física, surdos, cegos, etc. com transtornos globais do desenvolvimento e a alunos com altas habilidades/superdotação, desde a educação infantil até à educação superior. Nesse país, o ensino especial foi, na sua origem, um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Na perspectiva da Educação Inclusiva, outras racionalidades estão surgindo sobre a aprendizagem. Fazendo uso da concepção Vygostskyana principalmente, entende que a participação inclusiva dos alunos facilita o aprendizado para todos. Este entendimento está baseado no conceito da Zona de Desenvolvimento Proximal, ou seja, zona de conhecimento a ser conquistada, por meio da mediação do outro, seja este o professor ou os próprios colegas.     

4) Procedimentos Metodológicos Sugeridos:
A Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (MEC-2008) e a Resolução nº 04/09 determinam que o atendimento educacional especializado deve ocorrer no turno inverso ao de frequência da sala regular. Essa prerrogativa se dá pelo fato de que se deve garantir uma condição inclusiva na rotina escolar, com o aluno estudando junto de seus colegas da sala regular. Se o atendimento ocorrer no mesmo período de aula, esse aluno estará privado da sua rotina do dia de aula, uma vez que será retirado da sala de aula para este atendimento, interferindo no processo de aprendizagem do aluno que será excluído das atividades. A frequência na sala de recursos multifuncionais não deverá ocorrer todos os dias da semana, podendo ser organizado conforme a necessidade do aluno, pois sua função não é de prover reforço escolar e sim de complementar ou suplementar a formação do aluno por meio de estratégias que eliminem as barreiras impostas pelas suas limitações decorrentes da deficiência, visando sua plena participação na vida escolar e comunitária. No caso das Redes Públicas de Educação, cabe aos gestores planejar a oferta de serviços do Atendimento Educacional Especializado (AEE), observando a legislação vigente, e levando em conta as suas características locais. Como qualquer outra criança, cabe a família e a equipe escolar, de comum acordo, organizar uma agenda produtiva para o aluno, que atenda suas necessidades para o seu pleno desenvolvimento.

5)  Materiais de Ensino e Aprendizagem:
Algumas sugestões de Materiais:

Deficiência Visual
Globo terrestre adaptado; Baralho Braile; Dado de Espuma com Guizo.
Deficiência Auditiva
Pôster Alfabeto manual em LSB; Coleção LSB Fundamental; Alarmes visuais.
Deficiência Física
Teclado adaptado; Mouse adaptado; Ponteira para digitação e escrita.

6)     Avaliação:





7)Exemplos de Boas Práticas:
O presente artigo busca descrever uma prática relacionada com a educação especial na perspectiva da educação inclusiva que ocorreu no ano letivo de 2010, na cidade de Araraquara, na escola EE. Pedro José Neto. Na ocasião foi oferecido às famílias dos alunos surdos, incluídos na rede regular, um curso de Libras ministrado nos finais de semana, especificamente aos sábados, pelas professoras especialistas das Salas de Recursos de Deficientes Auditivos, com parceria do Programa Escola da Família. Tal curso teve como principais objetivos, orientar e sensibilizar as famílias sobre a importância da Libras como meio efetivo de comunicação e inclusão do surdo na sociedade, conscientizar os pais da importância de se adquirir a língua de sinais para o efetivo aprendizado da Língua Portuguesa, além de possibilitar o aprendizado da Libras para que o surdo melhore suas condições de vida e desenvolva sua autoestima e, assim, consequentemente facilitar o diálogo entre pais e filhos.
Já na E.E. Professor Quintiliano José Strangulo Diretoria de Ensino Leste 4-São Paulo O presente trabalho traz o relato de caso da experiência prática de alfabetização de uma criança em fase inicial de escolarização, com diagnóstico de leucemia e em tratamento no Ambulatório de Oncologia Pediátrica. O aluno, garoto de 6 anos, matriculado em escola, porém impossibilitado de frequentá-la em virtude da doença, apresentou grande interesse nas atividades escolares. Para tal aprendizado fez-se o uso de conceitos e repertórios diversificados para mediação da realidade e do mundo social que estava inserido, possibilitando que aluno aprendesse a ler e escrever com autonomia devido ao trabalho conjunto entre escola-professora da classe hospitalar e família. Os resultados evidenciaram que o trabalho desenvolvido pela classe hospitalar em conjunto com a escola de origem do aluno materializa-se numa alfabetização voltada às peculiaridades do aluno, reforçando que esse tipo de prática tem grande êxito no seio social.

8) Considerações da Equipe sobre o Trabalho Realizado:
9)  Referências: